Paula Toller empurrou as discussões sobre o futuro do Kid Abelha para dezembro e parte, célere, em carreira solo. Frejat acendeu o alerta. Mais uma vez paralisou o Barão Vermelho para lançar novo álbum de cantor e compositor. Paulo Ricardo e seu emblemático RPM vai para lá e para cá: ora anuncia a volta da banda, ora está com o PR5, ora pensa nos louros que sua experiência romântica lhe trouxe - encontra-se na eterna dúvida. Os anos 80, que tanto contribuíram para salvar os cofres da indústria fonográfica na década de 90 e em parte do começo desta, começam a morrer. Cantores de renome tentam se descolar daquela geração usando trilha própria como escape, diante do desinteresse do mercado. Os Titãs, por exemplo, deixaram a Sony, que não se interessou mais pela banda.
- Estamos resolvendo questões burocráticas - diz o guitarrista Tony Belotto, que entrega em julho os originais de seu novo livro à Companhia das Letras. - Temos nos reunido para falar sobre as propostas que recebemos, mas não há nada concreto.
Líder e cantora do Kid Abelha, Paula Toller tenta, pela segunda vez, uma carreira solo. Esta semana chega às lojas Sónós, que sucede ao álbum homônimo que lançou em 1998.
- O Kid Abelha está de férias. O plano é nos reunirmos no fim do ano para decidirmos o que fazer e quando - diz amoça. - No momento, estou me dedicando inteiramente ao disco novo.
Planejando seu terceiro CD solo para este ano, Frejat ratifica e sedimenta seu pensamento sobre o Barão Vermelho:
- Com 25 anos de estrada, surge a necessidade de andar por outros caminhos, tocar com outras pessoas - conta. - Tenho outras idéias, outras vontades, além de alguma vivência para poder desenvolver um projeto paralelo.
Companheiro de Frejat no Barão, o baixista do Rodrigo Santos, em novíssima carreira solo, diz que os tempos mudam:
- Com a chegada dos 30, 35, 40 anos, nascem outras necessidades - avalia Santos. - Se isso não gerar trabalhos paralelos, gera frustração e briga. É preciso dar uma respirada. Não sabemos quando e em que formato voltaremos com o Barão.
Paulo Ricardo, o dono da marca RPM, que troca de idéia a cada três anos, continua sua trajetória instável. Ao dar fim ao RPM, no fim dos anos 80, firmou um trabalho de pop-rock solo, trocou por uma linha brega-romântica à la Fabio Junior, ressuscitou o RPM, criou o PR5, voltou ao RPM e agora sabe-se lá o que vai fazer.
- Estou ensaiando um novo encontro com os companheiros para fim do ano, aproveitando o lançamento de uma biografia do RPM e de uma caixa comemorativa - conta o cantor, acrescentando que pretende recuperar a linha sonora que gerou hits como Olhar 43 e Louras geladas.
Antes disso, faz show dia 27 de julho, no Vivo Rio, com seu último disco solo, Prisma.
- Fiz um mea-culpa e vi que o RPM tem seu estilo próprio e não pode ser mudado - defende. - Minhas incursões pelo universo romântico e, hoje, o interesse pelo pop-rock maduro, com influências do rock inglês, cabem na carreira solo.
Líder do Ultraje a Rigor, atualmente na geladeira da gravadora DeckDisc, Roger diz que Paulo Ricardo é um caso à parte em meio ao tratamento de carreira solo das bandas oitentistas:
- Muita gente, além de sair para uma carreira solo, mudou de estilo, o que é o caso do Paulo Ricardo, que decidiu ser cantor de música romântica. Isso eu não entendo bem...
Redescoberto nos anos 90 com um Acústico MTV que vendeu mais de um milhão de cópias, o Capital Inicial volta a amargar um período obscuro. O último disco, Eu nunca disse adeus, lançado em março, passou em branco - a Sony não divulga os números de venda. E as turnês megas, que geravam uma média de 20 shows por mês pelo Brasil inteiro nos anos 90, hoje se reduzem a oito mensais, 90% no interior de São Paulo. Fê Lemos, baterista da banda, não entrega os pontos. Diz que a banda está muito bem, obrigado.
- Tenho um sonho de que o Capital Inicial tenha uma agenda menos intensa para me dedicar à minha carreira solo - delira o baterista do grupo, que neste fim de semana faz show com o Capital Inicial, no sábado, em Lorena.
Mario Marques, Peter Barcelos e Rachel Almeida - Fonte JB-ONLINE
terça-feira, 3 de julho de 2007
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2 comentários:
A MÚSICA BRASILEIRA ATUAL ESTÁ UMA MERDA. APENAS MEIA DÚZIA DE ARTISTAS MERECEM ALGUMA ATENÇÃO. POR OUTRO LADO ACHOI QUE A LEGIAÃO URBANA NÃO FARIA TANTO SUCESSO SE FOSSE LANÇADA HOJE.
Eu também acho que não!
Mas sucesso não está ligado diretamente com qualidade, não acha?
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